É o tempo de ir adiante


As empresas neste primeiro quarto do século XXI precisam compreender que não foi interrompido o aperfeiçoamento das máquinas - iniciado na Primeira Revolução Industrial, após a metade do século XVIII - e que neste momento de grande expansão tecnológica, denominado de Quarta Revolução Industrial, elas - as empresas - controlam suas ações de forma autônoma criando conexões inteligentes.

Assim como em toda Revolução Industrial, as inovações manifestadas como novas tecnologias foram as grandes impulsionadoras das transformações que mudaram a sociedade e, agora, abrem um novo cenário em que as empresas se prepararam para adotar e alavancar as novas tecnologias a seu favor para ter um impacto significativo. As indústrias dessa Quarta Revolução Industrial, chamadas de Indústrias 4.0, processam as suas manufaturas usando a fabricação que recolhe e analisa os dados e corrigem ao longo do ciclo de produção, propiciando a oferta de produtos mais baratos e não agressores demasiados do meio ambiente.

Posto isto, as empresas têm de implementar continuamente novas estratégias de negócios que sejam relevantes e rentáveis para se manterem operando no mercado. Isso exigirá redobrada atenção nos investimentos de recursos e de novas tecnologias necessárias e necessitará de força de trabalho capacitada e habilitada para o exercício de novas e várias ocupações ao longo das suas carreiras profissionais.

Neste novo modelo vem à baila o futuro agravamento da crise da força de trabalho, proporcionada pelo advento de uma automação que reduz a necessidade de trabalhadores pouco qualificados nas tarefas de rotina.

Em paralelo novos postos de trabalhos, mais qualificados na programação das máquinas, análise de dados e manutenção das redes de informação e comunicação serão criados, reforçando as iniciativas em torno da educação e da aprendizagem ao longo da vida.

Essa é a Indústria 4.0 em que a computação, integrada aos processos físicos, está revolucionando a fabricação. Portanto, o tempo atual não é de aguardar para ver o que virá, mas o de saltar para a frente, pois a Quarta Revolução Industrial estampa muitas discussões, tanto pelas ameaças como pelas oportunidades que apresenta.

João Ulysses Laudissi Engenheiro industrial/mecânico; especialista em Gestão da Qualidade e em Projetos de Treinamento Industrial e conselheiro da AEAS (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Sumaré).

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